Data
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Assunto
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Fonte
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132 A.C
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É centenária a história da Freguesia de Aguada de Cima, aparecendo
já mencionada “Aqualata”, como povoado de ocupação romana.
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Século X
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957-00-00
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É referida a Vila de Aqualada no
livro Preto da Sé de Coimbra.
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O
Arqueólogo Português, p.284, Arquivo da Universidade de Coimbra, Livro preto
da Sé de Coimbra, diploma 42 e 53.
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957-10-14
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Aguada de Cima aparece mencionada, com
o nome da sua padroeira Sancta Eolalia
, na doação que Inderquina Pala faz em testamento ao mosteiro de São Salvador
de Sperandei no concelho de Viseu dos bens que possuía em Aguada de Cima, da
igreja de Sancti Martini e suas
pertenças e do Mosteiro do Marnel .
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DC,
LXXIII; Ladeira, Padre Francisco Dias, Município de Águeda, I volume, Edição
do autor, p. 181 dando como fonte (DC, 76)
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1064
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Por presúria, foi doada a D.
Sesnando, da Igreja de Milreu, de Coimbra, em 1113. ?
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1064
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Era do prospero mosteiro da
Vacariça.
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Vasconcelos,
P. Miguel Ribeiro de, Notícia Histórica do Mosteiro da Vacariça
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1094
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É referido Aqualata, como rio?, em
documento da Sé de Coimbra:”incipt enim aba qua torrentes qui uocatur uillele
ubi intrat in ea aqualata et inde per diuisionem uille crescimiris et inde ad
uillam de riuulo frigido et uadit per lumbam et concludit paludem et ferit in
supradictam aquam uillellee ad portum qui dicitur lopos.”
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Cortesão,
A. A., Onomástico medieval Português,
in O Arqueólogo Português, 1903, vol. XVIII, nº10/12, p.284. Diplomata et
Chartae, Pactum venditionis villae Fraxineto dictae prope Conimbricam, tertia
excepta, quae ad venditores non pertinebat doc. 809
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1128
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Passou para a ser padroado da Coroa.?
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1130-01-00
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Referencia a esta freguesia como Aqualada de Susana em carta de venda
que fazem Arlote Oariz com seus
irmãos e irmãs de um casal em Aguada de Cima ao Mosteiro de Santa Cruz de
Coimbra.
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IANTT,
Livro de D. João Teotónio, 355
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1130-11-00
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Referência ao lugar de Bustelo
desta freguesia de Aguada de Cima em carta de venda que fazem Paio Pais e sua
mulher, Madreona Daniel, de uma herdade em Bostelo ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
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IANTT,
Livro de D. João Teotónio, 355
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1132-04-15
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D. Afonso Henriques couta a Vila de
Aguada de Baixo à Sé de Coimbra, doação que se confunde com Aguada de Cima na
maioria das monografias históricas.
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IANTT,
Livro Preto da Sé de Coimbra, 158
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Século XIII e XIV
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1220-00-00
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A Igreja de Santa Eulália de Aguada
de Cima é descrita como Agada de Susana
no rol das igrejas de padroado Régio incluso nas Inquirições de D. Afonso II na terra do Vouga.
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IANTT,
Gavetas, VIII, 2-3; MA, XXXIII
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1220-00-00
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Referencia ao lugar da Forcada e do
lugar de São Martinho da freguesia de Aguada de Cima nas Inquirições de D.
Afonso II na terra do Vouga: De
villa AGADA de SUSANA cum sua ecclesia et uillam de forcada et uillam que
dicitur BOSTELO uillam que dicitur SANCTUS MARTINUS DE CARVALHO sunt de
sancta cruce et pectant calumpniam domino regi per suum fórum.
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IANTT,
Gavetas, VIII, 2-3; MA, XXXIII, Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. II, 290.
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1226-06-22
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Referencia ao lugar do Outeiro da
freguesia de Aguada de Cima na doação que D. Sancho II fez da Vila de
Mogofores a João Dias.
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IANTT, Chancelaria
de D. Sancho II, 31
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1229
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A Igreja de Santa Eulália de Aguada
de Cima é descrita como
Agada de Susana no Rol das igrejas pertencentes
ao Bispado de Coimbra.
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MA, XXIX
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1321-02-13
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A Igreja de Santa Eulália de Aguada
de Cima é descrita como Águeda de Susão no extracto da taxa das igrejas da
diocese de Coimbra, no que respeitava ao arcediagado do Vouga.
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MA, LX
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1329-05-07
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Carta de colação de pároco na
Ecclesium Sancta Eulalia de Aquata Superiori a Johanes Dominici Guedam como
reitor e Martini Joanis como sub diácomo passada pelo Convento de Santa Cruz
de Coimbra
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PT/AUC/ELU/UC,
Universidade de Coimbra, Livro de sentença dada em favor da Universidade
contra o procurador da Mitra do Bispado de Coimbra sobre o padroado da Igreja
de Aguada de Cima, 1653, est. 15, tab. 1, 1A
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1347-11-05
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Carta de colação de pároco na
Igreja de Santa Eulália de Aguada de Cima a Dominicum Petri como reitor
apresentado pelo Convento de Santa Cruz de Coimbra por se encontrar vaga
desde a morte do seu último reitor Afonso Geraldes.
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PT/AUC/ELU/UC,
Universidade de Coimbra, Livro de sentença dada em favor da Universidade
contra o procurador da Mitra do Bispado de Coimbra sobre o padroado da Igreja
de Aguada de Cima, 1653, est. 15, tab. 1, 1A
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1386-12-29
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Carta de apresentação e colação de
pároco na Igreja de Santa Eulália de Aguada de Cima a Joamem Didaci por morte
de Vicenti Laurenti Olim dada pelo Convento de Santa Cruz de Coimbra
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PT/AUC/ELU/UC,
Universidade de Coimbra, Livro de sentença dada em favor da Universidade
contra o procurador da Mitra do Bispado de Coimbra sobre o padroado da Igreja
de Aguada de Cima, 1653, est. 15, tab. 1, 1A
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Século XV e XVI
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1418-04-12
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Carta de colação de pároco na
Igreja de Aguada de Cima a Fernando Gonçalves dada pelo Mosteiro de Santa
Cruz de Coimbra, seu padroeiro in solidum.
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PT/AUC/ELU/UC,
Universidade de Coimbra, Livro de sentença dada em favor da Universidade
contra o procurador da Mitra do Bispado de Coimbra sobre o padroado da Igreja
de Aguada de Cima, 1653, est. 15, tab. 1, 1A
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1440-09-20
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Carta de confirmação de vaga da
Igreja de Santa Eulália de Aguada de Cima por renúncia de Antão Pais último
prior e reitor e decisão de colação a João Arruda, raçoeiro da Igreja de
Santa Justa de Coimbra dada pelo Convento de Santa Cruz de Coimbra.
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PT/AUC/ELU/UC, Universidade de
Coimbra, Livro de sentença dada em favor da Universidade contra o procurador
da Mitra do Bispado de Coimbra sobre o padroado da Igreja de Aguada de Cima,
1653, est. 15, tab. 1, 1A, f.65-66v. Ladeira, Padre Francisco Dias, Município de Águeda, I volume, Edição do
autor, p. 106 dando como ano 1440-09-20.
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1514-09-12
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D. Manuel I concedeu-lhe foral.
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Ladeira, Padre Francisco Dias,
Município de Águeda, I volume, Edição do autor, p. 183
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1559-08-03
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Carta de confirmação de posse da
Igreja de Aguada de Cima ao licenciado Vasco Afonso passada pelo reitor e
deputados da Universidade de Coimbra.
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PT/AUC/ELU/UC, Universidade de
Coimbra, Junta de Fazenda: Igreja de Santa Eulália de Aguada de Cima e Igreja
de Santa Marinha de Alquerubim, est. 15, tab. 1, mç.6
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1598-12-30
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Instrumento de consenso entre o
bispo Conde de Coimbra, D. Afonso de Castelo Branco e Afonso Furtado de Mendonça,
reitor da Universidade de Coimbra, sobre as apresentações de párocos na
Igreja de Aguada de Cima, onde por falecimento do antigo reitor António
Camello em Abril deste ano e por deliberação do Concilio Tridentino, era
apresentado pela Universidade de Coimbra Rui Lopes.
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PT/AUC/ELU/UC, Universidade de
Coimbra, Livro de sentença dada em favor da Universidade contra o procurador
da Mitra do Bispado de Coimbra sobre o padroado da Igreja de Aguada de Cima,
1653, est. 15, tab. 1, 1A
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Século XVII
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1650-08-28
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Visita pastoral à Igreja de Santa
Eulália de Aguada de Cima efectuada pelo visitador do Arcediagado do Vouga, o
D. Manuel Pimentel de Sousa, visitando o sacrário, pia baptismal, santos
óleos e fez procissão dos defuntos e visitou os altares, sacristia e ornamentos
dela tudo em presença do Rev. Prior e seu cura e maior parte dos fregueses.
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PT/AUC/DIO/CSCBR, Cabido da Sé de Coimbra, Livro de Devassa do
Arcediagado do Vouga, 1650-1656, livº2, III-1ªD-4-4-90.
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1653-03-10
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Carta de colação na Igreja de Santa
Eulália de Aguada de Cima do Pe. Diogo Monteiro apresentado pelo reitor da
Universidade de Coimbra e seus deputados, por ser de seu padroado in solidum.
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PT/AUC/ELU/UC, Universidade de Coimbra, Livro de sentença dada em favor
da Universidade contra o procurador da Mitra do Bispado de Coimbra sobre o
padroado da Igreja de Aguada de Cima, 1653, est. 15, tab. 1, 1A
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1690-04-19
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Auto de demarcação em Aguada de
Cima de um marco no lugar e sítio onde esteve malhão de entre-caminhos que
cordeasse direito ao marco da cruz da Figueira, pela estrada acima, para o
nascente, até às Pedras Ruivas, e estrada que vai de Besteiros para Aveiro,
ou caminho que vai de Boialvo para a dita estrada de Aveiro a Besteiros.
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PT/AUC/ELU/UC, Universidade de
Coimbra, Junta de Fazenda: Igreja de Santa Eulália de Aguada de Cima e Igreja
de Santa Marinha de Alquerubim, est. 15, tab. 1, mç.6
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1691-00-00
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Auto de demarcação entre a
freguesia de Barrô, padroado da Mitra de Coimbra e a freguesia de Aguada de
Cima, padroado da Universidade de Coimbra.
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PT/AUC/DIO/MECBR/01/10, Mitra Episcopal de Coimbra, Certidões de doações, privilégios e
confirmações 1585-1805, liv. 10.
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1691-06-17
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Reconhecimento que fez o licenciado
José Pinto de São Miguel prior da Igreja desta Vila de Aguada de Cima do
padroado da mesma Igreja, a Universidade de Coimbra, descrevendo-se que: a dita Igreja tinha três altares, a saber
o altar maior em que está o sacrário do Santíssimo Sacramento, e entre outras
imagens a da bem-aventurada Santa Eulália virgem, padroeira da dita Igreja; e
dois colaterais, um da parte direita a respeito da capela-mor em que está a
imagem da Virgem do Rosário, e outro altar da outra banda da Santíssima
Trindade, em que está entre outras imagens a efígie com que costuma pintar-se
este mistério, e tem sua sacristia com seu caixão para os ornamentos, e duas
casas com portas para a mesma Igreja, as quais servem para recolher os
guiões, ornamentos e cera das confrarias dela; e tem seu adro demarcado de
roda; e que não tem passal algum, nem casas de residência, e somente tem uma
casa em Miragaia junto com as casas e quintal em que ele Reverendo prior
vive, a qual casa é e serve de celeiro dos dízimos desta freguesia.
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PT/AUC/ELU/UC, Universidade de Coimbra, Tombo de propriedades e foros
pertencentes ao prazo de Aguada de que é eufiteuta D. Luis de Sousa,
arcebispo de Lisboa e directo senhorio da Universidade 1687-1690, est. 15,
tab. 1, 7. f. 342.
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Século XVIII – 1ª metade
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1700-00-00
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1721-00-00
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Século XVIII – 2ª metade
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1750-00-00
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O Capitão-Mor Sebastião José de
Teixeira em 1750, foi degredado para Leiria, por ter fechado dois jovens na
capela de S. Roque e ter levado a chave da mesma capela, pena essa comutada
por 4$000 reis.
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Ladeira, Padre Francisco Dias,
Município de Águeda, I volume, Edição do autor, p. 195, segundo fonte em
Arquivo da Universidade de Coimbra, Visitações ao Arcediago do Vouga, 1750.
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1775-10-06
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Autos de licença de bênção da
capela das Almas do Purgatório do lugar de Areosa pedida pelo prior de
Aguada, doutor José de Horta Sanches de Sousa.
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AUC, Cabido da Sé de Coimbra,
Instituições Pias, cx II, doc. 10
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1775-11-26
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Dia da bênção e primeira missa
celebrada, na Capela do Arcanjo São Miguel com a invocação das Almas do
Purgatório, dita das Almas da Areosa.
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PT-PAGDC/F/02/1, Registo de receita
de esmolas da Capela das Almas da Areosa de Aguada de Cima, 1772-1847, f. 156
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1785-06-23
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Requerimento apresentado ao
provisor do bispado de Aveiro pelos moradores do lugar de Bustelo, Aguada de
Cima, para ser benzida a capela de São João Baptista do Bustelo, de acordo
com o ritual romano.
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AUC, Cabido da Sé de Coimbra,
Instituições Pias, cx III, doc. 37
|
1787-05-07
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Justificação que faz Marcelino da
Costa e Fonseca morador da Vila de Aguada de Cima que ocupava o cargo de
rendeiro da renda de Aguim e Aguada do qual é directo senhorio a Universidade
de Coimbra e útil o preclaríssimo D. João de Bragança de Lisboa.
|
PT/AUC/ELU/UC, Universidade de
Coimbra, Junta de Fazenda: Igreja de Santa Eulália de Aguada de Cima e Igreja
de Santa Marinha de Alquerubim, est. 15, tab. 1, mç.6
|
Século XIX – 1ª metade
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1800-00-00
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1805-00-00
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Data inscrita em pedra de cimalha,
existente na Capela de Nossa Senhora da Conceição do Cadaval.
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1822-08-26
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EI Rei manda informar, pela
Secretaria de Estado dos Negócios de Justiça, que o Juiz de Fora de Aveiro,
do modo porque na Freguesia de Aguada de Cima se tem havido um Manoel Joaquim
Coelho, rendeiro dos dízimos, acusado de ter aliciado, e subornado o Povo da
freguesia, fazendo-o votar em determinados cidadãos para Deputados às Cortes,
tirando-lhes a liberdade de escolher aqueles em quem mais confia.
|
In jornal ” Diário do Governo”, 1822, nº202
|
1824-00-00
|
Informa-se que a freguesia de
Aguada de Cima pertencia à Universidade de Coimbra onde residiam 264
famílias.
|
Menezes, Alberto C. de, Plano de Reforma de Foraes e
Direitos Bannaes: fundado en hum novo systema enphyteutico nos bens da Coroa,
Impresão régia, 1825, p.365.
|
1824-00-00
|
O Reverendo Doutor João Rodrigues
Neto de Carvalho, prior que foi da Igreja da Aguada de Cima, deixou a sua
Quinta e Casas, que nela tinha, aos Párocos da dita Freguesia, instituindo
nesta Capela, cometida á administração dos Párocos seus sucessores, com o
encargo pio perpétuo e obrigação de uma missa, aos domingos e dias santos, de
tenção, em cada semana do ano, e cinquenta alqueires de milho aos pobres da
Freguesia.
|
Ribeiro, José Silvestre, Resoluções do Conselho de
Estado na Secção do Contencioso Administrativo, Imprensa Nacional, Lisboa,
1858, tom. VII, p.42
|
1827-00-00
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Foi colocado na Igreja de Aguada de
Cima como pároco o Dr. José Xavier de Cerveira e Sousa, que mais tarde seria
ordenado 22º Bispo do Funchal (1844-1849), Bispo de Beja (1849-1859), por
decreto de 18 de Abril de 1849 e confirmando pela Bula de Pio IX Romani
Pontificis, a 28 de Setembro do mesmo ano. Por procuração de 28 de Janeiro de
1850 encarregou o Dr. Lobo Pimentel de tomar posse da Diocese Bejense, tendo
depois tomando posse a 15 de Fevereiro do mencionado ano. Devido à
morte do Dr. Lobo Pimentel expediu de Lisboa uma Provisão em que nomeava
vigário geral o Pe. João Baptista da Silva. A 10 de Agosto de 1850 fez a
pastoral de saudação aos seus diocesanos, entrando em Beja a 18 de Agosto do
referido ano. Mais tarde foi ordenado Bispo de Viseu (1859-1862), onde renunciando à Cátedra, abandonou a Diocese
devido à incapacidade de garantir obediência dos padres em matéria de vestes
clericais, recolhendo-se na sua casa de Mogofores onde morreu.
|
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1835-11-06
|
Foi suprimido o município de Aguada
de Cima.
|
Ladeira, Padre Francisco Dias, Município de Águeda, I
volume, Edição do autor, p. 183
|
1836-03-15
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Termo de abertura do primeiro livro
de actas da Junta de Paróquia de Aguada de Cima: “Serve este livro para as
actas das sessões desta Junta de Paróquia e he rubricado por mim com o meu
sobrenome de Oliveira. O Presidente Agostinho Rodrigues de Oliveira”, com
acta de instalação de 18 de Março de 1836.
|
PT-PAGDC/A/01/1, Actas das Sessões da Junta de
Paróquia da Freguesia de Aguada de Cima, 1836-1841, f.1
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1836-12-31
|
Foi realizado o último acto
municipal de Aguada de Cima.
|
Ladeira, Padre Francisco Dias, Município de Águeda, I
volume, Edição do autor, p. 183
|
Século XIX – 2ª metade
|
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1874-01-17
|
Foi encarregada a Junta, por
alguns indivíduos desta freguesia residentes no Brasil, de mandar fazer um
guião e sete opas ao mártir São Sebastião em acção de graças por se verem
livres da febre-amarela que assola o Brasil.
Por alvará do Governador Civil de Aveiro as confrarias da
freguesia de Aguada de Cima foram declaradas extintas, sendo os bens
pertencentes às Confrarias foram entregues à Junta de Paróquia para os
administrar e usufruir nos termos do art. 307 do código administrativo.
|
PT-PAGDC/A/01/4
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1877-11-02
|
Autos de revista da capela pública
do lugar da Forcada, freguesia de Aguada de Cima.
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AUC, Cabido da Sé de Coimbra,
Instituições Pias, cx I, doc. 9
|
1879-01-23
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Inventário de paramentos, vasos
sagrados, alfaias e utensílios da Igreja Paroquial da freguesia de Aguada de
Cima.
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PT-PAGDC/E/01/1
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1890-10-02
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Despendeu-se 17$125 reis em obras e
madeira e ferragens para a capela-mor e ao mestre José Paulo na Igreja
paroquial de Aguada de Cima.
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PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.1
|
1890-12-15
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Deu-se ao mestre José Paulo 1$90
reis.de pregos e cortiça de serviço na capela-mor da Igreja de Aguada de
Cima.
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PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.1v
|
1891-05-02
|
Pagou-se a Alexandre de Castro
4$000 reis de pintar a casa da escola de Aguada de Cima.
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PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.2v
|
1891-11-03
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Autos de requerimento de licença de
bênção da capela de São Martinho, da freguesia de Aguada de Cima pedida por
José Simões Roque Pereira.
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AUC, Cabido da Sé de Coimbra,
Instituições Pias, cx I, doc. 10
|
1891-12-28
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Deu-se ao Manuel da Silva Balreira
1$800 reis por uma lâmpada para a Igreja de Aguada de Cima.
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PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.2v
|
1892
|
Pagou-se a Ana Marques Baptista
1$400 reis de compor quatro alvas e doze sanguíneos e fazer duas toalhas para
a Igreja de Aguada de Cima.
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PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.2v
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1894-03-25
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Pagamento e um recibo a José
Joaquim de Almeida de telha cal e carretos, a José Henriques de serviço como
pedreiroe a António Simões Ferreira de Lima de madeira e ferro nas obras de
concerto da Igreja de Aguada de Cima
|
PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.8v
|
1894-03-30
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Pagamento aos mordomos do Senhor
por mandado ao Manuel Almeida de Avelãs de Caminho de 25$000 reis do concerto
do relógio da Igreja de Aguada de Cima.
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PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.8v
|
1897-12-00
|
Despendeu-se 9$000 reis para
compostura de um sino da Igreja de Aguada de Cima
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PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.11v
|
1899-00-00
|
Despendeu-se 260$000 reis de
compostura e obras na Capela das Almas da Areosa.
|
PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.113
|
1899-00-00
|
Despendeu-se 16$310 reis de construir
uma ponte no sítio de Madeiros.
|
PAGDC, Livro de receita despesa da
Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.13
|
Século XX – 1ª metade
|
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1900-00-00
|
Despendeu-se 10$000 com a renda da
casa da Escola do sexo feminino de Aguada de Cima, 3$000 com a mudança de
sitio do cruzeiro e 13$230 reis com concerto da Casa da Novena junto à Capela
das Almas da Areosa.
|
PAGDC,
Livro de receita despesa da Junta de Paróquia de Aguada de Cima, f.13v
|
1906-00-00
|
Obra na Capela de Nossa Senhora da
Conceição do Cadaval pagando-se “a
compostura da capela, pintura de 2 bancos e a trivuna e altar por coantia de
sete mil e duzentos reis”.
|
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1907-00-00
|
Construção da Capela da Rainha Santa Isabel do lugar
do Vale Grande, financiada por acção benemérita do Conde de Sucena, José
Rodrigues de Sucena, com aproveitamento de matérias de antiga Capela de
localização próxima.
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1915-04-18
|
Estatutos da Confraria da Doutrina
Cristã de Aguada de Cima, estabelecida canonicamente na Igreja paroquial da freguesia.
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1916-03-12
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Demolição da Casa da Novena junto à
Capela das Almas da Areosa, que
prejudica o largo da feira onde está sediada e que os materiais da sua
demolição sejam aproveitados para a reedificação da mesma no sítio onde
antigamente se encontrava o Cruzeiro das Almas.
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1916-12-19
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Reparação na Capela de Nossa
Senhora da Conceição do Cadaval, pelo preço de 42$00.
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1920-06-12
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Inventário da Igreja Matriz de
Aguada de Cima, Capela de São Martinho, Capela do Vale Grande (Santa Isabel),
Capela das Almas de Areosa, Capela de São Roque, Capela de São Tomé da
Forcada, Capela de São João do Bustelo e Capela da Senhora da Conceição do
Cadaval realizado em conformidade com os artigos 62 da Lei de Separação das
Igrejas do Estado, de 20 de Abril de 1911.
|
ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/AGU/ARROL/003
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1920-06-17
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Processo sobre o envio do auto de
arrolamento ou inventário dos bens da igreja da freguesia de Aguada de Cima.
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ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/AGU/ADMIN/039
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1920-00-00
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Obras de ampliação e restauro da Capela do Espírito Santo da Forcada ou Alminhas da Forcada, por
promessa de um emigrante no Brasil, de nome Jacinto que lá, ao ser acometido
de doença grave, prometeu ampliar as alminhas aí existentes.
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1928-02-24
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Entrega de bens ao abrigo do
Decreto nº 11887 à Comissão Paroquial da freguesia de Aguada de Cima.
|
ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/AGU/ADMIN/018
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1929-00-00
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Data de estabelecimento da
Associação do Apostolado da Oração na freguesia de Aguada de Cima, a qual foi fundada na mesma
freguesia em princípio do ano de 1929 depois de uma série de pregações na
mesma freguesia em Dezembro de 1928 pelo Exmo. Senhor Bispo coadjutor de
Coimbra, D. António Antunes.
|
PT-AAOAGDC/01,
Registo de Associados e receita e despesa do Apostolado da Oração da Paróquia
da Freguesia Aguada de Cima, 1929-1967, f.1
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1942-10-29
|
Processo sobre o pelourinho da
Freguesia de Aguada, Concelho de Águeda, e sua classificação a monumento
nacionais, pela Direcção de Finanças de Aveiro.
|
ACMF/Arquivo/DGFP1/AVE/AGU/MONUN/001
|
1944-02-07
|
Estatutos da Irmandade do
Santíssimo Sacramento da Freguesia Aguada de Cima, aprovados por provisão de D. João
Evangelista Lima Vidal, bispo de Aveiro assinados por vinte irmãos
fundadores.
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PT-ISSAGDC/A/01,
Estatutos da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguesia Aguada de Cima,
1944
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Século XX – 2ª metade
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1950-00-00
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1950-00-00
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Reparação da Capela de São João do
Bustelo com aplicação de telhado novo e restauro de fissuras das paredes e
respectivas pinturas sem alteração da sua estrutura, e custo de 17000$00.
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Gaspar, João Gonçalves, A Diocese de
Aveiro: Subsídios para a sua História. Aveiro. Edição da Curia Diocesana de
Aveiro, 1964, p.
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1956-00-00
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Reparação na Capela de São Tomé do lugar
da Forcada, por 14000$00.
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Gaspar, João Gonçalves, A Diocese de
Aveiro: Subsídios para a sua História. Aveiro. Edição da Curia Diocesana de
Aveiro, 1964, p.
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1956-00-00
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Reparação na Capela de São Roque do
Outeiro, por 9000$00, constado de pinturas e de renovação da cobertura, com
telhado novo.
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Gaspar, João Gonçalves, A Diocese de
Aveiro: Subsídios para a sua História. Aveiro. Edição da Curia Diocesana de
Aveiro, 1964, p.
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1956-00-00
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Reparação na Capela de Nossa
Senhora da Conceição do Cadaval, por 3000$00.
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Gaspar, João Gonçalves, A Diocese de
Aveiro: Subsídios para a sua História. Aveiro. Edição da Curia Diocesana de
Aveiro, 1964, p.
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1956-03-13
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Exposição efectuada ao Bispo de
Aveiro expondo a grande necessidade de construção de uma nova Capela no lugar
de São Martinho, assinada pelo Padre Orlando e pelo povo do lugar.
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1957-01-17
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Construção da Capela de São
Sebastião do Garrido, pelo senhor Albano Ferreira de Sá, com todo o trabalho
por si feito e pago e avaliado em 32000$00, fruto do cumprimento de uma
promessa, sendo o altar da referida capela cópuia perfeita do que se encontra
na capela do Seminário de Santa Joana de Aveiro, com pedido de bênção desta
data.
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Arquivo da Cúria Diocesana de
Aveiro, Aguada de Cima, cx.
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1959-07-19
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Bênção da nova Capela do lugar de
São Martinho pelo Bispo de Aveiro, Dom Domingos
da Apresentação Fernandes.
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Arquivo da Cúria Diocesana de
Aveiro, Aguada de Cima, cx.
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1964-02-16
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Reparação na Capela de Nossa
Senhora da Conceição do Cadaval.
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1975-00-00
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Reedificação da Capela de São Tomé
do lugar da Forcada, como refere data inscrita na porta da fachada principal.
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Ladeira, Pe. Francisco Dias,
Município de Águeda, 1º volume, p. 186.
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1980-10-03
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Reparação na Capela de Nossa
Senhora da Conceição do Cadaval, de 9142$20.
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1982-07-14
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Fez-se contrato promessa de compra
e venda e escritura de compra do terreno, efectuada em 22 de Julho de 1983,
pelo Pe. António da Graça Cruz pároco de Aguada de Cima na qualidade de
representante da Fábrica da Igreja Paroquial a Virgilio Morais Davim e mulher
para construção de um edifício para serviços formativos e pastorais da Igreja
Católica na freguesia de Aguada de Cima, hoje Centro Paroquial de Aguada de
Cima, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo número 1396 e na
conservatória do registo predial de Águeda sob o número 37.383, a folhas 195
do livro B-88.
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1983-05-14
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Carta dirigida ao bispo de Aveiro
de pedido de bênção e
inauguração da Capela de Santo António do ludar de Aguadalte por
abaixo-assinado dos moradores
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Arquivo da Cúria Diocesana de
Aveiro, Aguada de Cima, cx.
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1988-00-00
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Obra de ampliação da Capela de São
Sebastião do Garrido, acoplando o volume da sacristia, e colocando-se um sino,
oferecido pelo Dr. Carlos Abrantes, neto do construtor/fundador.
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1995-07-09
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Inauguração da Capela de Nossa
Senhora da Boa Viagem do lugar da Póvoa de Baixo
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1997-00-00
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Construção da Capela Mortuária
anexa à Capela do lugar de São Martinho.
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1997-07-12
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Foi elevada a Vila
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Século XXI
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2007-07-12
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Foi inaugurada a réplica do Pelourinho
implantada numa praceta criada para o efeito no centro cívico.
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2009-03-02
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Inauguração da Capela de Santa Rita
de Cássia do lugar de Carvalhitos
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repositório virtual dos fundos de arquivo e livro antigo das 101 Paróquias da Diocese de Aveiro
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Cronologia para a Freguesia de Aguada de Cima
quarta-feira, 21 de março de 2012
Contributos para a História dos Arquivos da Região de Aveiro I
Linha da História - Vissicitudes
No decorrer da história dos Arquivos aveirenses, ocorreram diversos episódios que comprometeram e criaram grandes hiatos no conhecimento que temos sobre a cidade de Aveiro e sua região, condicionando a informação que hoje dispomos.
A título de exemplo podemos relembrar alguns desses momentos. Em 20 de Julho de 1864, ardeu o antigo Paço Episcopal onde, desde 1847, se achavam instaladas as repartições do Governo Civil e da Fazenda Pública. Foi um fogo apavorante e que causou avultados prejuízos, tendo-se perdido nele, muitos e importantíssimos documentos.
A 17 de Outubro de 1942 deflagrou um pavoroso incêndio no edifício do Governo Civil de Aveiro que dizimou preciosa documentação sobre a cidade de Aveiro e suas instituições. Mas não só as catástrofes naturais conduziram a substanciais perdas.
As constantes demolições efectuadas durante o século XIX das igrejas mais importantes da cidade, levaram também à perda de grande volume de documentação:
1836 demolição da Igreja Matriz de São Miguel de Aveiro
1844 demolição do passal e da Igreja Matriz de São Pedro de Aradas
1858 demolição da Igreja Matriz do Espírito Santo de Aveiro
1875-76 demolição da Igreja Matriz da Vera Cruz
1885 demolição do Convento e Igreja da Madre de Deus de Sá de Aveiro (e muitas outras Capelas: Santa Catarina, Santo António, Nossa Senhora da Graça, São Paulo e São João do Rocio).
No século XX com a implantação da República e publicação da Lei de Separação das Igrejas do Estado que retirava à igreja católica a posse dos seus bens, grande parte dos arquivos das Paróquias foram confiscados pelas novas comissões de freguesia, determinando que: “todas as catedrais, igrejas e capelas, bens imobiliários e mobiliários, que tem sido ou se destinavam a ser aplicados ao culto público da religião católica e sustentação dos ministros dessa religião..., são declarados pertença e propriedade do Estado e dos corpos administrativos, e devem ser, como tais, arrolados e inventariados. Os bens usurpados foram incorporados nos “próprios da Fazenda Nacional” (nacionalizados), cumprindo o artigo 111º da Lei de Separação e seriam aplicados a fins de interesse público (por exemplo, residências paroquiais transformadas em escolas). Muitos dos bens e arquivos das Paróquias foram parar às mãos de particulares e grande parte encontra-se hoje à guarda das actuais Juntas de Freguesia.
O Arquivo Histórico Municipal de Aveiro e um dos mais importantes para a história local e identidade de da região de Aveiro e sua população.
O Arquivo Histórico Municipal, instalado na Biblioteca Municipal, é composto por vários milhares de documentos, sendo que o mais antigo data de 1368 e é uma carta do Rei D. Fernando sobre os besteiros (uma classe de militares). Correspondência, actas, plantas, relatórios, editais, tombos… a infinidade de documentos é grande e relata a história administrativa de Aveiro até 1960, concretamente dos concelhos de Eixo, Requeixo, Esgueira e Aveiro. “Trata-se de documentação administrativa produzida e recebida pela Câmara Municipal e que conta a história local como nenhuma outra.
Segundo o relatório do Governador Civil de Aveiro de 1859, João Silvério de Amorim da Guerra Quaresma 1859, descreve que à data o Arquivo Municipal de Aveiro existia nos Paços de Concelho, sendo seu Arquivista José Ferreira Correia de Sousa nomeado a 18 de Dezembro de 1849 que em visita refere que se encontrava em regular função embora estivessem por selar 3 livros antigos de registos de hipotecas e doze livros de registo de testamentos.
Arquivo Distrital de Aveiro (ADAVR)
O Arquivo distrital de Aveiro (ADAVR)foi criado em Maio de 1965, três décadas e meia depois da publicação do Decreto nº 19952, de 27 de Junho de 1931, que estabelecia «que fosse criado, em cada sede de distrito da metrópole e ilhas adjacentes, um arquivo regional, destinado a recolher, conservar e catalogar os documentos ainda na posse de entidades várias, à semelhança daqueles arquivos que já existiam nalgumas dessas cidades». Contudo, durante a década de 60 de 1900, a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e Junta Distrital de Aveiro (JDA) nada decidiram, alegando indisponibilidade financeira.
Em Outubro de 1971, O ADAVR abriu, finalmente, ao público. Legalmente, a Junta Distrital era responsável pelo pagamento dos salários e fornecimento de materiais, o Ministério do Interior nomeava a Direcção do Arquivo, enquanto a Câmara aveirense fornecia o espaço para a instalações da Instituição. As primeiras incorporações, constituídas por documentos notariais e paroquiais, tiveram lugar desde Setembro de 1971 até ao final de 1972, provenientes do Arquivo da Universidade de Coimbra. Deram, logo aí, entrada no Arquivo Distrital de Aveiro 19.775 unidades referentes aos dezanove concelhos do Distrito, grande parte correspondente ao fundo de registos paroquiais.
O Decreto-Lei 149/83, de 5 de Abril, logrou trazer alterações importantes para os Arquivos Distritais, nomeadamente, através de novas atribuições, tais como: promover o conhecimento público dos acervos documentais, quer dos arquivos próprios, quer dos existentes na região; fornecer apoio técnico em matéria arquivística aos arquivos do distrito que o solicitem; funcionar como serviço de informação documental da região. Aquele normativo legal conferia, ainda, funções certificativas aos Arquivos Distritais
Quanto ao órgão que tutela o ADAVR, o Instituto de Arquivos Nacionais /Torre do Tombo (IAN/TT), é no final da década de 1980 que ganha os contornos que ainda hoje possui. Com efeito, a Torre do Tombo – arquivo central do Estado português – acabou por ser fundida com o efémero Instituto Português de Arquivos (1988-1992), predecessor do IAN/TT, dando origem a um organismo, denominado Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, que reunia as competências de arquivo nacional, de agente coordenador do sistema de arquivos e de instrumento de concepção e de execução da política arquivística nacional. O actual órgão coordenador é a Direcção Geral de Arquivos. Para mais informações veja-se o endereço http://www.dgarq.gov.pt
Entretanto, no início da década de 1990, a Assembleia Distrital de Aveiro (antiga Junta Distrital de Aveiro) deixa de intervir na gestão do ADAVR, com a publicação do Decreto-Lei nº 5/91, de 8 de Janeiro. Foi o fim de uma relação que começou em 1965 e que se estendeu até uma altura em que as Assembleias distritais estavam financeiramente exauridas. Convém, para a posteridade, louvar a persistência da Junta/Assembleia Distrital de Aveiro para que este importante serviço cultural pudesse ter a sua génese e, durante todos aqueles anos, garantida continuidade. Apesar da insuficiência das instalações, de salientar, ainda, a disponibilidade da Câmara Municipal de Aveiro, já que, ao facultar a pedido da Junta/Assembleia Distrital, o usufruto de espaços municipais, mesmo que a titulo provisório, permitiu assegurar o funcionamento do ADAVR. Recordemo-nos que alguns dos Arquivos distritais criados pelo Decreto-Lei nº 46350, 22 de Maio de 1965, como os de Bragança, Beja, Castelo Branco, Guarda e Viana do Castelo, nem sequer tinham chegado a funcionar no início da década de 1980…
Já nas novas instalações, em 2002, o Arquivo foi “invadido” com inúmeros pedidos, satisfeitos gradualmente e na medida das disponibilidades humanas e materiais. Actualizaram-se as incorporações respeitantes às Conservatórias do Registo Civil e dos Cartórios Notariais; iniciou-se a recolha de processos judiciais junto dos Tribunais de Comarca. Foi também realizada a transferência de arquivos judiciais do distrito de Aveiro, sob custódia do Arquivo da Universidade de Coimbra, pertencente às Comarcas de Albergaria-a-Velha, Anadia, Arouca, Estarreja, Feira e Ovar (totalizando cerca de 800 metros lineares), que se encontram, presentemente, em fase de intervenção técnica. O Arquivo foi, ainda, contactado pela Associação de Municípios da Ria (AMRIA) para receber todo o material pertencente à Junta/Assembleia Distrital de Aveiro (cerca de 125 metros lineares), cuja documentação está já à disposição dos utentes.
O Arquivo Distrital de Aveiro é actualmente detentor de um acervo documental com cerca de 150.000 documentos, ocupando 4.500 metros lineares de prateleira. Esta Instituição e a sua equipa têm por objectivo fundamental e preocupação prioritárias sensivelmente as mesmas que presidiram à sua génese: incorporar, preservar, inventariar, catalogar e difundir o património documental pertencente ao Distrito.
Cumpre-se, actualmente, o desígnio da actualização do Arquivo Distrital de Aveiro, criando-se mais condições para que os serviços passem a funcionar de maneira mais eficiente, quer no plano dos meios técnicos, quer no da qualidade dos serviços prestados, ao mesmo tempo que se reforça a sua capacidade de se promover e garantir o acesso à informação a um número cada vez maior de interessados.
A implementação de um software de descrição arquivística (DIGITARQ), a normalização dos procedimentos técnicos no tratamento da documentação, a comemoração dos seus 35 anos de funcionamento com diversas actividades, o lançamento de um boletim informativo bimestral, a criação de raiz de um site de Internet para o ADAVR, o desenvolvimento de um software interno para registo e cadastro de utentes do ADAVR e da documentação requisitada, a criação de sinergias com Instituições do Distrito e o reforço das existentes com o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, a execução de diversas acções destinadas aos cidadãos que pretendam conhecer um pouco mais do património cultural da região (Quartas no Arquivo), entre outras medidas, transformarão, paulatinamente, o Arquivo Distrital de Aveiro numa Organização de referência no panorama cultural e arquivístico nacional.
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